A crise da marolinha
O livro relata e explica a crise com o olhar de alguém que está dentro do mercado financeiro, vivendo todos os acontecimentos, a partir da crise anterior. Esta visão, diferente da visão mediática, muda a perspectiva do leitor, o que gera um entendimento muito mais amplo e profundo da crise. Mas não fica por ai, qualquer evento econômico-financeiro, passado ou futuro, será melhor entendido e interpretado, o que ajudará a ter maiores lucros na hora de ganhar e menores prejuízos na hora de perder. Isto se aplica tanto às empresas quanto aos seus donos e ás pessoas de maneira geral.
O livro também apresenta uma análise prática dos cenários futuros prováveis, acompanhada de valiosas indicações, sugestões e conselhos sobre investimentos, tanto para investidores quanto para empresários, para proteger melhor das “marolinhas” os já sofridos e castigados patrimônios. Sejam as “marolinhas” externas ou domésticas, atuais ou futuras, provocadas pelos mercados ou pelos governos.
Ademais, inclui vários capítulos que apresentam e desenvolvem conhecimentos econômicos e financeiros gerais, para entender a dinâmica da economia e dos mercados, dos instrumentos e estratégias financeiras, desde os mais simples até os mais complexos, como hipotecas, derivativos, “risk management”, “hedge funds”, alavancagem, “backed securities”, “delta hedging”, etc.
O Funk da Marolinha - por Rodassis
CONTRACAPA DO LIVRO
Quando o carro quebra ou o filho adoece, ninguém tenta concertar ou medicar sozinho; leva ao profissional, mecânico ou médico. Para nossas economias e finanças – como investidores, poupadores ou empresários –, também ouvimos “especialistas”, por exemplo, o âncora de jornal ou o gerente de banco.
Mas o âncora do jornal não é especialista em finanças, senão não seria âncora. E o gerente também não é, é especialista em vendas. Os dois são partes visíveis de sistemas enormes e complexos, cujas metas são vender mais. Os alvos das metas somos nos, que desprevenidos, compramos. Todavia, muitos sistemas e gerentes se preocupam mais com as metas deles, que com os benefícios ou utilidade dos produtos que nos empurram.
Já imaginou você levar seu carro para concertar em um vendedor de uma fabrica de autopeças, ou seu filho para uma consulta com um vendedor numa fabrica de remédios?
Esta “situação” foi um dos ingredientes da crise, porque, se os milhões de pessoas – físicas e jurídicas – que insuflaram fôlego nas bolhas, interpretassem melhor como funcionam estes “sistemas”, teriam ficado quietas. A crise não teria sido tão grave, já teria acabado e muitos insucessos nem teriam acontecido.
Outro ingrediente foram os novos, complexos e obscuros, produtos financeiros, que muitos pensam que vão desaparecer. Ao contrário. Virão maiores e melhores, para quem souber usá-los.
Estes são apenas exemplos do conteúdo do livro. Tomar como base a crise para entender melhor a mentalidade do mercado financeiro, princípios de economia e finanças, estratégias e produtos financeiros, mentalidade e conhecimentos do gerente, tem um efeito prático imediato e importante. Com certeza para o estudante e para o profissional de outras áreas do mercado. Quanto mais para alguém que não é “mecânico” nem “doutor” em finanças.
Faça o seguinte; pegue o livro e sente confortavelmente em alguma das poltronas da livraria – não se preocupe, nos, os autores, já pagamos por este serviço, assim funciona este mercado – leia o prólogo, veja o índice e ria das charges. Leia alguns parágrafos que sejam de seu interesse e veja se obteve algum conhecimento útil. Depois faça as contas - como o mercado faz - ponderando custo, risco, utilidade e retorno esperado. Ai verá se vale a pena levar o livro.
Página 19 - Bônus, Cálculo do preço de um bônus
Para calcular o valor de um bônus que paga cupons, como já analisamos, temos que calcular seu valor presente. Para isto, procedemos da seguinte maneira:
1 - Se “descompõe” o bônus em todos seus pagamentos, sejam juros ou principal.
2 - Calcula-se o valor presente de cada componente.
3 - Somam-se os valores presentes de todos os componentes do bônus.
Por exemplo, um bônus com valor nominal de R$ 100, que vence daqui a exatos 5 anos, e que paga 8 % de juros anual. Hoje, a taxa de juros do mercado é 7%.
| Valor Nominal | 100,00 | | ||
| Taxa de Juros do Bônus | 8,00% |
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| Taxa de Juros do Mercado | 7,00% |
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| Ano | Pagamento de Juros | Pagamento de Principal | Pagamento Total | Valor Presente |
| 1 | 8,00 | 8,00 | 7,48 | |
| 2 | 8,00 | 8,00 | 6,99 | |
| 3 | 8,00 | 8,00 | 6,53 | |
| 4 | 8,00 | 8,00 | 6,10 | |
| 5 | 8,00 | 100,00 | 108,00 | 77,00 |
| Valor do Bônus: | 104,10 | |||
Página 85 - Instrumentos e Estratégias Financeiras, Derivativos
Um derivativo é um instrumento financeiro complexo, composto de outros instrumentos financeiros mais simples. Futuros e opções, que já analisamos, são derivativos.
Os derivativos são instrumentos “fabricados” para atender à demanda de empresas e investidores, que os compram para executar determinada função financeira. Como qualquer produto “fabricado”, os derivativos evoluem constantemente de forma a se adaptarem às demandas dos consumidores. Por serem instrumentos fabricados e complexos, os derivativos têm um conjunto importante de características que os diferenciam dos produtos básicos.
CAPA PRÉ-EDIÇÃO
Página 253 - Os Cenários do Futuro, A Crise piora.
Como estamos falando de crise de moedas estrangeiras,... manter posições em reais... ter posições em ativos reais ou com lastro sólido em ativos reais, denominados na moeda Real, é uma boa ideia.
O candidato ideal são os imóveis, e com particular atenção para imóveis comerciais e industriais... o mundo não vai acabar e em algum momento a economia voltará a produzir e a demandar estes imóveis a preços normais, como aconteceu na recuperação após do plano Collor e após da crise Argentina do pós-Menem.
...Ações de companhias com lastro em ativos reais são boas candidatas a perder menos valor – ou não perder valor – e a se valorizar rapidamente na retomada. Aqui consideramos empresas que possuem commodities, como Vale e Petrobras, e construtoras que possuem terrenos, como Agra e Cyrela.... posições sem exageros.
Dinheiro vivo ou facilmente disponível também, apesar de estarmos num ambiente inflacionário.... Depois do colapso, o dinheiro costuma sumir e..., como no pré-Collor e no pós-Menem.... aparecem excelentes oportunidades. ...Ouro e commodites também são bons candidatos, mas em doses pequenas, por conta da alta volatilidade.
As posições em títulos públicos brasileiros devem privilegiar os bônus de curto prazo, apesar de que, em algum momento, possamos ter algum tipo de “corralito” ou outra limitação de liquidez. Os títulos devem principalmente ser indexados à inflação e em participação menor de títulos indexados à SELIC. A formação desta carteira deve ser iniciada assim que aparecerem os primeiros sinais de volta da inflação, mesmo com compras de pequena quantia.